Trabalhadores querem contratação e melhores condições de trabalho
Dos 27 carteiros de Bagé, 23 pararam ontem. Eles reivindicam a contratação de, pelo menos, mais 10 trabalhadores, assim como uma estrutura melhor para garantir qualidade ao serviço. O delegado do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul, Carlos Alexandre Santos, explica que o grupo aguarda uma resposta da empresa e que, como isso não ocorreu no fim do expediente de ontem, devem permanecer paralisados.
A justificativa, para ele, são as condições de trabalho em decorrência de problemas como a falta de pessoal. O estresse e o desgaste físico daqueles que estão disponíveis para o trabalho que, muitas vezes, precisam entregar correspondências e encomendas na zona leste e também na zona norte, por exemplo. Além disso, comenta que a população reclama, por vezes, de como as encomendas chegam às residências. Isso é resultado de uma estrutura falha.
Há buracos no piso onde ocorre a triagem. Aliás, ele diz que esse trabalho acontece no chão e também em meio à chuva, já que o prédio não protege os pacotes de forma eficaz, além de o local ser pequeno. Itens de uso pessoal dos trabalhadores são depositados, durante a jornada de trabalho, em meio às encomendas. Trata-se de um desrespeito com o trabalhador e com o cliente.
Ele pondera que empresas menores têm condições melhores de trabalho. "A gente faz o que pode. É vergonhosa essa situação e a população pensa que o carteiro é desleixado", desabafa.
O sindicalista diz que, hoje, os carteiros não sabem em que condições estão entregando as correspondências e as encomendas. A reportagem tentou contato com a assessoria de comunicação dos Correios, em Porto Alegre, por telefone, porém foi informada de que isso deveria ocorrer por e-mail. Até o fechamento da edição, nenhum retorno foi obtido.
Fonte http://www.jornalfolhadosul.com.br