18/11/2014

Alta do dólar pode mudar programação de férias e compras de Natal

A suba da moeda americana,

...que chegou a R$ 2,60 é a maior desde 2005 e tem deixado receosos os consumidores, principalmente para quem já está programando as férias ou compras de Natal, importadas.
Roberto Almeida, agente de viagens de uma agência de turismo da cidade, afirma que o mercado já notou uma leve refreada para viagens ao exterior devido à alta do dólar. "Eu tenho dois clientes que estão interessados em viagem para o exterior, mas no momento ficaram em stand by. Estão esperando para ver se a moeda diminui", conta.
Mas para alguns outros, que já estavam de viagem marcada, desistir não é uma opção. Gabriela Schneider da Silva, também agente de viagens, garante que a suba da moeda americana assustou poucos turistas em potencial. Isso porque as operadoras de viagens, já prevendo o pequeno caos que o aumento poderia acarretar, ousaram em promoções.
Apesar dos pacotes de viagem para o Nordeste brasileiro terem grande saída, as viagens internacionais também estão entre as preferências. Santiago no Chile e Punta Canas estão entre os roteiros mais procurados e que, pagos em dólar, ainda saem em conta para o bolso dos consumidores. "Não temos percebido muito medo dos consumidores porque as operadoras sempre têm promoções para essa época. E outra alternativa é o congelamento do valor do dólar, que atrai muito os turistas", comenta.

Reflexo no comércio
O comércio também sente essa alta e não são apenas os free shops. O presidente do Sindicato dos Lojistas de Bagé (Sindilojas), Nerildo Lacerda, diz que vê dois lados na questão da alta da moeda, um positivo e um negativo. O negativo é que os produtos e matérias-primas importadas, como o tecido, aumentam o valor, e acabam tendo reflexo no produto final.
Porém, o lado positivo é que se aumenta para os brasileiros, também aumenta para os uruguaios e, consequentemente, para os free shops que vendem produtos importados ao preço da cotação do dólar. Isso acarreta em vendas maiores para os próprios lojistas bajeenses, que acabam tendo vantagens em cima dos preços praticados nas zonas de livre comércio, como Aceguá. "Agora é o momento de ousar, inovar e surpreender o consumidor. Até porque está chegando a época em que os trabalhadores começam a receber a primeira parcela do 13º salário e começam as compras de Natal", avalia Lacerda.

Fonte: http://www.jornalminuano.com.br