Medida pode evitar que presos tenham acesso a entorpecentes após proibição de revista íntima
Uma publicação no Diário Oficial do Estado, esta semana, definiu que as revistas íntimas nos presídios estão proibidas. Como forma de substituir esta prática, as casas de detenção começam a utilizar aparelhos para detectar materiais proibidos. O diretor do Presídio Regional de Bagé, Márcio Morales, informa que as fiscalizações eram evitadas há algum tempo e nenhum visitante era obrigado a se submeter.
A publicação no Diário Oficial determina que apenas na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas poderá ser realizado o procedimento para casos onde há a suspeita de que o visitante esteja carregando algum material ilícito.
O presídio de Bagé recebeu, há cerca de dois meses, do Estado, dois portais e um aparelho de raio x. Entretanto, as máquinas ainda não estão funcionando. Morales diz que a informação repassada pela Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe) é de que a empresa responsável pela venda é a mesma que deve passar por todos os presídios gaúchos para realizar a instalação. O material é o mesmo que foi utilizado na Copa do Mundo.
Conforme o diretor, a proibição da revista pode facilitar a entrada de entorpecentes nos presídios. A partir de agora, segundo ele, os agentes devem intensificar as inspeções internas, nas galerias, após os dias de visitação.