O problema de animais soltos nas vias públicas continua sem solução em Bagé.
É comum bovinos passeando em pleno centroCrédito: ARQUIVO/JM
Diariamente a Secretaria Municipal de Transporte e Circulação (SMTC) recebe denúncias e realiza apreensão em vários bairros da cidade. Nos últimos três meses, a média de animais recolhidos foi de 28 por mês. A ação é realizadoa através de denúncias e os proprietários pagam uma taxa e têm o animal de volta.
Conforme o titular da SMTC, Antônio Luís Arla da Silva, há dois meses está tramitando na Câmara de Vereadores, um projeto de lei encaminhado pelo Executivo, que deixa as multas mais rígidas e solicita o aumento no valor, que hoje é de 10% da Unidade Real de Valores (URV), R$ 61,38, para 20%. Também consta que todo animal encontrado em via pública deverá ser microchipado e se houver reincidência, o proprietário deverá perdê-lo. "Já adquirimos os chips e a os leitores para fazer cumprir a l ei, e estamos aguardando a aprovação", disse.
Em duas situações motivadas pelo acidente que vitimou a advogada Letícia Ianzer Lucas, de 29 anos, em abril de 2013, quando o veículo em que ela estava colidiu contra uma vaca solta na BR 153 e do pintor, João Reginaldo Moreira Latorre, que colidiu contra um cavalo na avenida Leonel de Moura Brizola, representantes de entidades e órgãos de segurança pública do município se reuniram para buscar soluções ao problema.
Uma das ações foi proposta pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção Bagé, Roberto Recht Jr sugeriu a realização de uma campanha educativa e de conscientização nos bairros da cidade. O material, segundo Recht foi confeccionado e continua sendo distribuído.
Segundo Arla, os proprietários dos animais sabem dos problemas e medidas tomadas pela SMTC. "Enquanto a legislação não for mais rígida e a multa tenha um valor alto, não vai ter solução", informa o secretário.
Fonte http://www.jornalminuano.com.br