Segundo Delegada, testemunhas começaram a ser ouvidas e processo de investigação está em andamento
Após o desabafo da mãe de Carlos Daniel Silveira Legestão, de 19 anos, que foi espancado na madrugada do último final de semana e encontra-se na UTI da Santa Casa de Livramento a Equipe do Jornal A Plateia foi até a Polícia Civil para coletar detalhes do processo de investigação do caso e descobriu que a história começou a alguns meses, longe do local da briga.
A Delegada da Polícia Civil, Giovana Muller, destacou o trabalho e quer dar uma resposta positiva a família que acompanha de perto o jovem no hospital, “estamos realizando um trabalho de investigação, estamos ouvindo e coletando dados para saber quem esteve no local da briga; as informações apontam que pedras e até mesmo ferro foram usados para atingir Carlos Daniel”, explicou a autoridade.
Briga de gangues
Segundo o setor de investigação da Polícia Civil, a briga ocorrida na madrugada do último domingo foi consequência de um desentendimento que já vem a alguns meses movimentando um grupo da Vila Julieta e outro da Vila Santa Clara, mais precisamente da Rua Argemiro Simões Moreira, aonde os dois lados vêm se enfrentando com violência.
Confronto
A Polícia também descobriu que na madrugada do último domingo, havia três membros do grupo da Vila Julieta, na frente de um clube social e ao sair um membro da Vila Santa Clara, os três o agrediram um homem de idade ainda não revelada. Entre os envolvidos na agressão estava segundo a Polícia, Carlos Daniel Legestão.
Da queda à vingança
A coleta de dados chegou até o momento exato da agressão, onde foi descoberto que o indivíduo agredido em frente ao clube social chamou membros de seu grupo para revidar a violência sofrida.
Perseguindo os três rapazes até as proximidades do condomínio Village Center, os membros do grupo da Santa Clara, os quais se intitularam “gangue dos trilhos”, alcançaram Carlos Daniel.
A Polícia Civil já tem conhecimento de todos os envolvidos na agressão. Quatro pessoas já foram ouvidas, porém, negaram a participação no espancamento, mas admitiram estar no clube social naquela noite.
Próximo passo
Segundo o setor de investigação da Polícia Civil, o quebra cabeça ainda está sendo montado e o leque de formas de identificação será aberto para o sucesso da missão. “Se continuarem na negativa provavelmente teremos que proceder ao reconhecimento deles por parte da testemunha, companheiro da vítima e também por Carlos Daniel, quando este se recuperar”, destacou.
Presidente do Clube se posicionou
Segundo o Presidente do Clube dos Cabos e Soldados da BM, Jansen Nogueira, não houve nenhuma briga àquela noite dentro das dependências do clube e que lamenta pelo ocorrido com o jovem, “estava àquela noite acompanhando os trabalhos do clube e apenas na tarde do domingo fui saber através das redes sociais”, enfatizou o Presidente.
Fonte: http://www.aplateia.com.br
