22/07/2015

Dom Pedrito - Prefeita e Corpo de Bombeiros se manifestam sobre reabertura do prédio da Prefeitura

Após a interdição do prédio da Prefeitura de Dom Pedrito na tarde de segunda-feira (20), por problemas na rede elétrica, a advogada e funcionária pública municipal Ana Paula Cereser Rochinhas entrou com um mandado de segurança e obteve uma liminar da Justiça para que o prédio fosse reaberto na manhã de hoje, terça-feira (21). Em entrevista coletiva concedida à imprensa, a prefeita Adriana Torres Lara afirmou que ficou sabendo das condições que se encontrava o prédio do Executivo logo quando assumiu o cargo, no início desse mês. 

Segundo Adriana, o processo de licitação para empresas interessadas na reforma da rede elétrica da Prefeitura acontecerá no dia 30 de julho. A prefeita ainda disse que, com o fechamento do prédio da Prefeitura, tudo pode parar; pois no local estão centralizados os pagamentos da Secretaria da Fazenda e a rede de informática de toda a administração pública. "É importante salientarmos que há muitos anos esta situação vem se arrastando, sem solução”, disse a prefeita. 

"Nós entregamos ao Corpo de Bombeiros um ofício relatando todo o processo administrativo. Desde o dia 1º de julho, quando assumi, eu venho cumprindo com as determinações legais, por que eu reconheço que há necessidade de se adequar à lei. Só estou pedindo prazo, para que possamos cumprir o processo administrativo. Nós temos o dinheiro para a realização da obra. O valor irá girar em torno de R$ 50 mil" informouAdriana, acrescentando que, se mantida a interdição, haveria um verdadeiro caos, pois o poder público não teria como fazer empenhos e pagamentos, além de paralisar setores importantes, como as secretarias da Saúde e Assistência Social.

A prefeita finalizou a entrevista deixando claro que sua maior preocupação é com o nível do rio Santa Maria subindo, e pessoas tendo de deixar suas residências pois, segundo ela, com a interdição da Prefeitura, medicamentos e alimentos não poderiam ser comprados. 

O que diz o Corpo de Bombeiros
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Antônio Luiz Rodrigues Goulart, a interdição ocorreu porque há risco iminente de acidente no sistema elétrico da Prefeitura.

"Todo o local que houver risco iminente a vida será interditado. Já correm boatos de que a interdição se trata de perseguição política ou pessoal, mas queremos deixar claro que isso poderá acontecer em qualquer outro prédio ou estabelecimento que não estiver adequado às normas de segurança", declarou Goulart. Segundo o tenente, o processo de adequação dos prédios não é de hoje, isso ocorre desde o ano de 1997. 

"Exigimos a adequação da Prefeitura há um bom tempo. Em governos anteriores tentamos regularizar a situação, mas não conseguimos. Já neste governo foi apresentado o PPCI (Plano de Prevenção Contra Incêndios), o que já é importante, mas, infelizmente, essa questão do PPCI não basta. A nossa maior preocupação é pelo risco à vida. Se não houver esse risco, iríamos oferecer um prazo. Teriam autuações, multas, até se esgotar o processo administrativo", esclareceu o comandante. 

Ele ainda deixou claro que discorda da Prefeita, quanto à preocupação da suba do rio ser maior do que a interdição da Prefeitura. "Acho que todos os problemas são grandes. Esse da prefeitura caracteriza o risco iminente à vida. Já a questão da enchente, o Corpo de Bombeiros está monitorando e iremos discutir a situação com a prefeita ainda hoje (terça-feira, 21)", complementou.

A partir de agora, o Corpo de Bombeiros tem dez dias para entregar o inquérito ao Poder Judiciário, que irá analisar e decidir se o prédio deverá ser fechado ou não. O comandante ainda afirmou que o inquérito será remetido nesta semana.

Fonte: http://www.qwerty.com.br