18/06/2015

Bagé - Policial civil sofre convulsão na DPPA e Samu não presta socorro

Na manhã de ontem, por volta das 9h45min, um policial civil plantonista da Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) passou mal e teria sofrido uma crise convulsiva dentro da instituição, sendo que, segundo os colegas, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não prestou socorro.

Conforme registro, o plantonista informou que, durante um atendimento, o agente começou a tremer, ter espasmos e caiu. Uma outra policial telefonou para o serviço de urgência, fazendo o pedido do comparecimento de uma equipe, para realização do atendimento. Segundo o registro, não compareceram.

As testemunhas informaram que o colega ficou se debatendo por cerca de 20 minutos, tendo apenas o amparo dos policiais civis, que o seguravam para evitar mais ferimentos.
Os comunicantes também salientaram que, após esse período, foi retornada a ligação para o Samu, quando cancelaram o atendimento.

Conforme o boletim de ocorrência, a atendente explicou que não foi deslocada a equipe pois não havia sido realizado o procedimento exigido: o de completar a ficha de atendimento. Os comunicantes salientaram que, várias vezes foi reforçado, durante a solicitação de socorro, que se tratava de um policial civil em serviço na delegacia, que fica a apenas três quadras do Samu.

Serviço de urgência
Em contato com a coordenadora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Bagé e região, Cláudia Machado, ela relatou que o procedimento realizado pelo Samu foi correto.
“Foram realizadas três ligações para o serviço. Na primeira, a policial civil apenas falou com a telefonista auxiliar de regulação médica (Tarm) e passou o endereço. Passados alguns minutos retornou e, novamente, só solicitou a ambulância e informou a localização do paciente. Temos uma conduta, uma regra ditada pelo Ministério da Saúde: uma equipe só é deslocada para o atendimento de paciente após ser completada a ligação e realizada a avaliação médica. Após isso é que será deslocada a equipe”, informa a coordenadora.

Cláudia destaca que essa norma serve para todos. “É um protocolo para todo país. Após um período, a policial solicitante novamente ligou para o Samu. Informou que os funcionários serão indiciados e cancelou o atendimento, pois já haviam encaminhado o paciente para o Pronto-Socorro”, finalizou.

Fonte: http://www.jornalfolhadosul.com.br