20/05/2016

Paralisação atinge a Unipampa

Durante a interrupção dos serviços, os professores e técnicos administrativos em educação explicaram a situação de cortes aos alunos

Na manhã desta quinta-feira (19), a Universidade Federal do Pampa em Sant’Ana do Livramento, paralisou de forma geral os trabalhos. Ainda no fim da tarde de quarta-feira (18), os técnicos administrativos em educação da Universidade informaram que estariam paralisando até esta sexta-feira, 20. Já os professores estão paralisando de forma parcial.

Durante esses três dias (18, 19 e 20 de maio) está sendo realizada pelos professores e técnicos administrativos, no auditório do campi, uma explanação dos números atuais da Universidade, fazendo com que os alunos adotem a causa.

Em Sant’Ana do Livramento já foi formado um comitê responsável pela paralisação. Em entrevista ao jornal A Plateia, o professor de Relações Internacionais, Paulo Costa, membro deste comitê, disse que ao todo, no ano passado, foram repassados R$58 milhões para a Unipampa, e destes está previso um corte de 44% para o ano de 2016.

Fato que, de acordo com o professor, deixaria insustentável a situação da Unipampa continuar com as portas abertas, no município. Assim como outros que aderiram a greve. “Se continuarmos nesta situação, daqui a pouco nós temos a luz e a internet cortadas, e não é o que nós queremos, pois nós temos que ter condições mínimas para trabalhar”, disse ele.

Conhecimento

Segundo ele, a melhor forma de agir neste momento é paralisar, e expor a questão para os alunos. “Trazer à tona a questão dos cortes orçamentários que, se não forem revertidos, vai inviabilizar o próprio trabalho da Unipampa. Esta é uma das formas para fazer com que os alunos saibam da situação que vive a Universidade como um todo”, acrescentou, argumentando que a Universidade fica distante das capitais, “e tudo isso tinha que ser levado em consideração, mas não foi levado no momento do corte”, afirmou.

Sociedade
No fim da entrevista, Paulo Costa disse que o momento não é de pensar em greve, mas sim de discutir a situação da Unipampa, para que chame a atenção da sociedade, sobre a importância que tem a Universidade para a região. Segundo ele, a instituição mudou todo o caráter da região sul do Rio Grande do Sul.

Institucional
Durante a explanação, a respeito dos números, aos alunos, a reportagem do jornal A Plateia apurou também que não há nenhum tipo de demanda específica de aumento salárial ou de carreira, mas sim, os repasses à instituição, o que segundo o professor pode fazer com que a Universidade pare. “Nós temos o compromisso com a educação, de formar profissionais. Pois a sociedade quando trouxe a Universidade para cá, trouxe-a de fato, não algo fantasioso”, acrescentou.

Adesão
Assim como Sant’Ana do Livramento, os campi de Jaguarão, São Gabriel, São Borja, Caçapava do Sul e Bagé, já estão aderindo às paralisações parcialmente. O ato tem o objetivo de levar essas informações ao reitor , para que ele reivindique em Brasília a situação dos repasses à Universidade Federal do Pampa.

Fonte: http://www.aplateia.com.br