11/06/2015

Bagé - Servidores da Justiça Federal voltam a paralisar



Ontem, desde as 10h, até o final do dia, 13 servidores da Justiça Federal paralisaram em frente ao prédio. A manifestação tem como objetivo mobilizar a categoria, pois o projeto de lei nº 28/15 entraria em pauta, ontem, no Senado. Até o fechamento desta edição, a votação não havia iniciado.

De acordo com a oficial de Justiça e delegada de base do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal do Rio Grande do Sul em Bagé (Sintrajufe-RS), Lourdes Helena da Silva, a categoria está indignada com a política de “arrocho salarial”. “O governo, até o momento, não fechou nenhum acordo, por isso protestamos. Tantos bilhões de reais foram roubados e não há dinheiro para nossa reposição salarial e para saúde do povo? Aguardamos resposta”, reitera.

Segundo a oficial de Justiça, hoje pela manhã a categoria vai realizar uma assembleia para definir o futuro do movimento. “Vamos decidir se entraremos ou não com um indicativo de greve por tempo indeterminado”, ressalta.
Para o técnico judiciário Nílton Sittoni, os servidores lutam pelo reajuste que não é realizado há anos. “Desde 2009 estamos com um projeto no Supremo Tribunal Federal (STF) e o Executivo nos enrola. Ainda não há nenhum indício de que o governo venha a negociar. A maioria dos estados estão em greve”, analisa.

Projeto
Proposto pelo STF, o projeto busca o reajuste salarial escalonado dos servidores do Judiciário. O texto prevê a implementação do aumento em seis parcelas até 2017.

O reajuste varia de 53% a 78.56% para cada função dos funcionários. Há nove anos não é concedida reposição salarial à categoria. Para o cargo de analista judiciário, o vencimento básico previsto no texto varia entre R$ 7 323,60 e R$ 10 883,07, de acordo com a progressão na carreira. Já para o cargo de técnico judiciário, os vencimentos propostos estão entre R$ 4 363,94 e R$ 6 633,12. Por fim, para auxiliar judiciário, a previsão para o vencimento básico varia de R$ 2 584,50 e R$ 3 928,39. Segundo o Ministério do Planejamento, o aumento custará R$ 25,7 bilhões aos cofres públicos.

A movimentação tem base no texto do artigo 37, inciso 10, da Constituição Federal, que determina uma revisão geral e anual para os servidores públicos que não possuem uma data no ano para o dissídio.

Fonte: http://www.jornalfolhadosul.com.br