11/06/2015

Daeb garante que água de Bagé é potável



O Departamento de Água e Esgoto de Bagé apresentou, ontem, o resultado das análises sobre a qualidade da água realizadas após o Imama cancelar a realização de exames, no município, em virtude de uma reação química que comprometia os serviços. Em coletiva de imprensa, o diretor da autarquia, Kiwal Parera, o diretor e engenheiro químico da Estação de Tratamento de Água, Sérgio Rodrigues, e o engenheiro químico da ETA, Maiquel Vieira, lembraram a equipe do Mamamóvel realizou uma mistura com dois produtos químicos e água, que acabou resultando em “cristais”, tecnicamente chamados de precipitado, o que tornou o líquido insolúvel.

Vieira explicou que isso ocorreu devido a reagentes que os produtos químicos possuem, os quais, ao serem misturados na água, que possui sais, por exemplo, fazem com que ocorra a reação química. “Tivemos acesso apenas aos rótulos dos produtos, pois eles tinham utilizado todo. O que pudemos constatar foi que os reagentes como sulfato de sódio e sulfato de alumínio, presentes no que eles utilizaram, causam uma reação insolúvel”, frisou. 

Ainda de acordo com o engenheiro, a água é potável. “Nós temos um padrão único, que é a potabilidade da água. Se para a realização do produto que a equipe necessitava preparar exigia um outro tipo de tratamento da água, daí já não sabemos informar”, revela.

O Daeb utiliza, desde 2011, um produto químico para minimizar a presença de ferro e manganês na água, mas isso não possui nenhuma ligação com o ocorrido. Pelas estatísticas feitas pelo departamento, em pouco tempo será possível atingir a inexistência destas substâncias.

Foram apresentados, ainda, dados em relação às ultimas análises técnicas da água. A quantidade de ferro e manganês ainda está em número inferior ao máximo permitido pela portaria 2914/11 do Ministério da Saúde. Um exemplo disso foi o laudo emitido pela Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, o qual apresenta o resultado das pesquisas analíticas realizadas pelo Laboratório Quimioambiental.

A presença de ferro, em uma das localidades de Bagé, é de 0,052, quando o valor máximo permitido seria 0,3mg/L. Já o manganês, na mesma localidade, resultou em 0.021, quando o valor máximo seria 0,1mg/L.

Fonte: http://www.jornalfolhadosul.com.br