Peemedebista venceu em quatro municípios da região
Candidato do PMDB totalizou 3.859.567 de votosCrédito: Divulgação
Após surpreender no primeiro turno, superando o candidato à reeleição, em uma virada que contrariou as pesquisas, José Ivo Sartori ampliou a vantagem sobre o petista Tarso Genro, elegendo-se governador do Rio Grande do Sul. Com a vitória nas urnas, sacramentada ontem, o peemedebista garantiu o quarto mandato do partido no Piratini - que já teve a representação de Pedro Simon (1987-1991), Antônio Britto (1995-1998) e Germano Rigotto (2003-2006).
O candidato foi declarado matematicamente vitorioso às 18h31min, com 88,67% dos votos apurados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). Ao final, ele totalizaria 61,21% dos votos válidos (3.859.567). O vice-governador eleito é José Paulo Cairoli (PSD), ex-presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul).
De acordo com informações da assessoria de imprensa, Tarso ligou para Sartori por volta das 18h45 para parabenizar o oponente. O petista também colocou à disposição uma equipe para iniciar o processo de transição do governo.
Em coletiva de imprensa, realizada minutos depois, em Porto Alegre, o novo governador agradeceu o apoio de partidos e políticos históricos da legenda, como do senador Pedro Simon, que aceitou concorrer à reeleição, assumindo a vaga de Beto Albuquerque, que fechou a chapa de Marina Silva, pelo PSB, na corrida presidencial. Sartori também antecipou que não deve anunciar qualquer nome para composição de governo antes do dia 15 de dezembro. "Nome anunciado, muita vezes é nome prejudicado", sentenciou.
Tarso recebeu a imprensa no final da noite. Em seu discurso, o petista falou em respeito ao adversário e fez questão de manifestar a posição do partido. "Cabe a nós respeitar a soberania popular. Agora seremos oposição. Quando os projetos chegarem à Assembleia Legislativa, só iremos apoiar o que foi positivo para o Rio Grande do Sul", disparou.
Vitória em Bagé
Sartori venceu em praticamente todos os municípios da região, com exceção de Candiota e Hulha Negra, dois redutos petistas, onde Tarso totalizou 52,04% (2988) e 53,08% (1915) dos votos válidos, respectivamente, mantendo as vitórias do primeiro turno. Em Aceguá, onde havia perdido na primeira fase do pleito, o peemedebista contabilizou 62,45% (1858) dos votos. Em Dom Pedrito e em Lavras do Sul o novo governador venceu com 52,69% (11222) e 59,90% (2647), respectivamente. O destaque regional, porém, ficou por conta da virada registrada em Bagé, onde havia perdido no primeiro turno.
Na fase decisiva do pleito, o candidato do PMDB mobilizou 38944 bajeenses - ampliando sua votação em 17441. Tarso, em contrapartida, totalizou 26463 votos - apenas 2086 a mais em relação ao resultado do primeiro turno.
O coordenador da campanha no município, José Carlos Nobre (Zequinha), associa o resultado ao apoio de outras siglas. "Foi uma vitória da humildade, focada no discurso da unidade. A intenção de Sartori é agregar. Neste sentido, o apoio de partidos importantes favoreceu muito", avalia.
Zequinha afirma que o momento mais complicado da campanha foi no primeiro turno, quando a equipe precisou lutar contra as pesquisas. "Os números colocavam o candidato em terceiro lugar. Com isso, ficava muito difícil conquistar apoio ou recursos financeiros. Enfrentamos dificuldades de toda ordem", revela.
Bagé registrou abstenção ainda maior. No primeiro turno, 17926 bajeenses deixaram de comparecer às urnas. Na etapa decisiva do pleito, o volume aumentou para 19149 (21,23%). O número de brancos e nulos;, porém, diminuiu sensivelmente, passando de 9460 para 5640.
Perfil
Sartori tem 66 anos. Natural de Farroupilha, o peemedebista, que é formado em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), começou a carreira política em 1976, quando eleito vereador de Caxias, ainda pelo MDB. Acumula experiência de dois mandatos à frente da prefeitura de Caxias. Foi deputado estadual durante cinco mandatos consecutivos e chegou a presidir o parlamento gaúcho entre 1998 e 1999. Também foi deputado federal, em 2002. O peemedebista chega ao governo com maioria na Assembleia Legislativa, o que deve garantir sua governabilidade.
Fonte http://www.jornalminuano.com.br