Os países integrantes do Mercosul:Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela e Uruguai aprovaram, na quarta-feira, o modelo único para placas de automóveis, que terão uso obrigatório no bloco sul-americano, informou a chancelaria argentina em um comunicado.
O novo modelo irá manter os atuais sete caracteres, porém, em vez de três letras em sequência e quatro números, a sequência será de duas letras, três números e mais duas letras. Com isso, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes, contra as pouco mais de 175 milhões de possibilidades do atual modelo brasileiro.
De acordo com o chefe de divisão do gabinete de registro de veículos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Túlio Felipe Verdi Filho, este novo padrão utilizado é semelhante ao modelo europeu. “Acredito que é um avanço, teremos mais disponibilidades de combinações. Somente no Rio Grande do Sul há seis milhões de veículos registrados e o grande interessado neste projeto é o Brasil, por possuir a maior frota. Estamos na letra “P” inicial, já começou a preocupação”, garante.
O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informou que o novo padrão deverá ser adotado a partir de 1º de janeiro de 2016 para veículos novos.
Verdi Filho destaca que também irá melhorar a situação para todos os condutores e veículos de países estrangeiros. “Hoje temos diversos estrangeiros visitando nosso país, e, principalmente nosso Estado. Muitas vezes há multas e não é possível cobrá-las devido a não se saber de onde é a placa do veículo. Também não teremos repetição. Cada país, acredito, terá uma cor e a bandeira. Não temos informações, ainda, se haverá o município ou o Estado, mas acredito que não será necessário”, garante o chefe do Detran.
A resolução ainda não foi feita pelo Denatran. Verdi Filho acredita que, após janeiro de 2016, quando começará a ser adotado, ainda demorará cerca de 15 anos para todos os automóveis entrarem no padrão do Mercosul. “Faltam, ainda, muitos detalhes, tamanho, dimensões, lei, adaptação e uma resolução. Quando foram trocadas de duas para três letras e então padronizadas no país, demoraram 12 anos. É um processo lento. Apesar do tempo, será excelente e eficaz”, finaliza.
Fonte http://www.jornalfolhadosul.com.br