27/08/2014

Assentado de Hulha Negra investe no cultivo de cactáceas

Aos 14 anos, durante uma aula da Escola Técnica Estadual de Canguçu, Cleiton Brandão, 20 anos,

...teve o primeiro contato com as cactáceas, que se tornariam uma de suas paixões. Interessado pela forma exótica e as facilidades no cultivo, resolveu levar algumas mudas para casa para aprender, na prática, como é o cultivo. Acabou gostando e hoje, seis anos depois, já coleciona mais de 30 espécies abrigadas em uma estufa.
Morador do assentamento Conquista da Fronteira, em Hulha Negra, agora conta com a ajuda dos pais para cuidar dos cactos, já que desde 2011 o jovem mora em Pelotas, onde, em breve, deve se formar engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Pelotas.
Enquanto cuidava dos três primeiros espécimes que obteve, construiu uma estufa de tela e seguiu procurando novas plantas. Em outros locais, conseguiu novas mudas e assim foi acumulando variedades.
Sobre o que mais o encanta destaca: "Além da beleza, são plantas muito fáceis de serem cultivadas. Requerem pouca água e manutenção e são de fácil manuseio". O estudante tem aproximadamente 250 vasos no viveiro.
Enquanto está em Pelotas, são os pais, Osmar e Nilva, que se responsabilizam pelo cuidado com as plantas. Mas assim que chega em casa, nos finais de semana e feriados, corre para ver como estão as plantas. E a sua paixão não contagiou apenas a família. Um dos vizinhos do assentamento também se interessou pelas e começou a cultivá-las.
Cursando o 7º semestre e prestes a se formar, Brandão trabalha atualmente com fitossanidade. Mas a intenção é se especializar em floricultura e horticultura e, assim, continuar mantendo o contato com as cactáceas.
Para ele, o mais importante já foi feito: introduzir a ideia de cultivo de cactos e familiarizar as pessoas com a planta e sua criação. Agora, o que vier é lucro. "Eu participei de uma exposição e vendi algumas das plantas. Como são poucos os criadores aqui, acho que pode ser um nicho a ser explorado", comenta ele, que recebeu destaque no site do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pela iniciativa.
Fonte: http://www.jornalminuano.com.br/