A Coordenação Unificada dos Servidores Públicos, a qual integra mais de 40 entidades do funcionalismo público gaúcho, anunciou que os servidores públicos iriam cruzar os braços e, realmente, cumpriu a promessa. A medida, em resposta ao parcelamento de salários anunciado na sexta-feira passada pelo governo, pode ser sentida em todo o Estado.
Em São Gabriel, no primeiro dia após o termino das férias de julho, todas as escolas estaduais permaneceram com as portas fechadas. A partir desta terça-feira (04/08) ao dia 18, as instituições estaduais farão períodos reduzidos utilizando esse tempo para conscientizar a comunidade escolar “quanto ao descaso do governo com os educadores e a educação pública gaúcha”, explica o presidente do 41º Núcleo do Cpers Sindicato, Pedro Moreira.
No dia 18 de agosto, ocorre a Assembleia Geral Unificada, no Largo Glênio Peres, quando será colocada em votação a greve.
Antes disso, nesta quinta-feira (06/08), a categoria volta a se reuniu em Santana do Livramento, quando estará a cidade a caravava dos Servidores Públicos Estaduais. Consequentemente, não haverá aulas nas escolas da região.
Na sexta-feira passada, em Porto Alegre, os professores aprovaram a mobilização. A presidente do Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, abriu o Conselho destacando que o momento exige a união, cada vez mais forte, dos educadores. “Receber nosso salário em dia, integralmente, é o mínimo a que temos direito. E é um dever do governo. Não vamos mais admitir esse desrespeito e humilhação. Segunda-feira, cruzaremos nossos braços e nos dias seguintes seguiremos a agenda de mobilizações organizada pela Coordenação Unificada dos Servidores, a qual integramos. Não vamos pagar a conta pela incapacidade do governo em administrar o Estado”, afirmou durante o evento.
Helenir observou ainda que desde o início do governo, o CPERS tenta o diálogo e a negociação, sem obter respostas. O Sindicato, inclusive, apresentou caminhos para enfrentar a crise: combater à sonegação fiscal, o Rio Grande do Sul deixa de arrecadar 7 bilhões ao ano, e as isenções fiscais, que só em 2014 somaram mais de 13 bilhões, além de garantir os recursos dos royalties do petróleo para as áreas da saúde e da educação e enfrentar a dívida do Estado com a União.
Fonte: https://n1noticia.wordpress.com/
