20/07/2015

PRF decide por estado de greve

Servidores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aprovaram por unanimidade o estado de greve da categoria. A decisão foi tomada na noite da última sexta-feira (17) em uma assembleia que contou com a participação de 200 representantes da PRF, na capital. O ato de greve em si deverá então ser deflagrado a partir do dia 21 de agosto caso não haja acordo com o governo federal. De acordo com o diretor social no Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais, Maicon Nachtigall, a maior reivindicação da categoria é a reestruturação da carreira. Segundo Nachtigall, embora a escolaridade requisitada tenha sido alterada, de Ensino Médio para o Superior, não houve readequação salarial nem a concessão de cláusulas sociais requisitadas pelos policiais. "Ninguém recebe adicional noturno. Foi cortado há anos. Os adicionais de periculosidade e insalubridade também não são pagos", disse o diretor.

Uma outra situação que desagrada os servidores é a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendada pelo Ministério Público Federal (MPF) que não reconhece os serviços administrativos como atividade de risco - necessário para aposentadoria especial. Para ser beneficiado com a aposentadoria especial de 30 anos, Nachtigall explica que o servidor precisa ter, no mínimo, 20 anos dedicados exclusivamente à atividade policial, devido à situação de risco. "Os policiais que atuam em setores administrativos não estão lá porque querem", afirmou o diretor social do sindicato.

Para para cuidar de 6.200 quilômetros de extensão das rodovias que cruzam o Estado, a PRF conta com 400 policiais. O efetivo total da PRF no RS é de 700 agentes entre cargos de chefia e setor administrativo, segundo levantamento feito pelo sindicato. O número ideal de policiais seria de 1,2 mil servidores na ativa, segundo Nachtigall.

Há uma semana os servidores da PRF do posto de Pelotas realizaram um protesto para chamar a atenção do governo para questões relacionadas ao descaso com a categoria. Numa manifestação silenciosa, às margens da BR-116, os agentes ficaram de braços cruzados e viaturas com a parte traseira direcionada para a rodovia para demonstrar simbolicamente o que pode vir a acontecer em breve caso a situação não se resolva.

Fechamento
Outro ponto que preocupa os servidores é o fechamento de postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no interior da região devido à falta de efetivo. Segundo o presidente do sindicato, o posto da PRF de Pinheiro Machado já foi fechado e o próximo que deverá fechar as portas é o de Arroio Grande.

Fonte: http://www.diariopopular.com.br