11/06/2015

Bagé - Estudantes da Uergs realizam manifestação motivados pelas condições do prédio



Os acadêmicos da Uergs realizaram uma manifestação que denuncia as péssimas condições do prédio da universidade em Bagé. Na noite de terça-feira, os alunos do primeiro semestre confeccionaram barquinhos de papel que encontraram onde "navegar". 

Acontece que as poças que se formaram dentro do prédio da instituição de Ensino Superior mostraram que também chovia no espaço. O presidente do Diretório Acadêmico, Maykel Dias, diz que o prédio está sucateado. O telhado está destruído, de acordo com ele há falta de telhas e, como consequência, "chove mais dentro do prédio do que na rua". A fala até pode ser exagero, mas a denúncia é séria.

Dias garante que os estudantes buscam respostas e perspectivas. E eles estão se mobilizando para amenizar os problemas. No ano passado, por exemplo, a limpeza do entorno da universidade ocorreu porque firmaram uma parceria com o Exército. O prédio da brinquedoteca passa por uma reforma para que seja mais um espaço para a educação. 

Além disso, um grupo de universitários bancou seus gastos para participarem do congresso da União Nacional dos Estudantes, onde ocorreu um debate sobre a educação e o direito dos estudantes. Dias comenta que já buscou lideranças do município para pedir socorro. Contudo, diz acreditar que, hoje, as questões políticas estão acima da busca de parcerias pelo bem da comunidade.

Não há perspectivas
O chefe da unidade Bagé da Uergs, Juliano Gularte Machado, garante que está ciente dos problemas e que tal demanda já foi encaminhada "algumas vezes", inclusive com fotos e vídeos. Contudo, a resposta é de que não há recursos para uma obra cujo investimento pode chegar a R$ 100 mil. Ele explica que o Estado repassa um valor para a Uergs e que o montante faz parte do orçamento previsto para cobrir as despesas da universidade. Não há, dessa forma, recursos suficientes para custear uma obra como essa. Questionado sobre a busca por parcerias, tal qual ocorreu diante da queda do muro, ele ponderou que o custo é muito alto e não é fácil uma solução.

Fonte: http://www.jornalfolhadosul.com.br