Especialistas informam sobre o que deve ser feito quando os animais forem encontrados
Essa foi encontrada no final de semana
Espécie foi encontrada no bairro Santa Flora
Outra cruzeira foi encontrada no bairro
Coral também foi encontrada na região da campanha
O aparecimento de cobras na zona urbana da cidade tem sido assunto nas redes sociais. Só nos últimos três dias, duas cobras, da espécie cruzeira, foram encontradas na região. Segundo o escritório do Ibama na cidade, nenhuma ocorrência foi registrada e a causa para o aparecimento dos animais ainda é desconhecida.
Na noite de terça-feira, o internauta Jean Silva postou uma foto de uma cruzeira de aproximadamente 1,60m encontrada no bairro Santa Flora. “Estacionei e quando desci do carro vi o animal lá, no meio do asfalto. Nunca tinha visto cobras naquela região”, garante.
Outra moradora da zona rural, que preferiu não se identificar, conta que, de algum tempo para cá, aumentou o número de cobras na região. Ela, inclusive, afirma que já perdeu um cachorro por picada de uma cruzeira.
O chefe do escritório do Ibama, Rodrigo Dutra, diz que não existe nenhuma causa definida para o aparecimento desses animais na zona urbana. “Poderíamos dizer que a expansão das lavouras e a proximidade da cidade contribuiriam para o aparecimento dos animais. Mas isso é apenas uma suposição”, diz.
A bióloga e professora da Urcamp, Lize Helena Cappallari destaca que é incomum o aparecimento de animais adultos, mas não é impossível. “Nesse período é mais fácil aparecerem filhotes, pois é a época de nascimento dos animais. Outra justificativa possível seria o período de alimentação. Como ficam praticamente inativas no inverno, aproveitam o tempo quente para se alimentarem”, explica.
Cuidados
Lize Helena comenta que pátios com sujeiras podem ser um local adequado para o abrigo das cobras. “As duas espécies peçonhentas mais comuns na região são a jararaca-pintada e a cruzeira. Esses animais se alimentam basicamente de ratos e anfíbios. Pátios com madeiras, telhas e sujeira podem atrair os roedores e, consequentemente, cobras”, destaca.
A bióloga afirma que, caso uma pessoa seja picada, a primeira providência a ser tomada é ir direto ao hospital. “É muito importante que as pessoas não façam nada na área do ferimento.
Ao ser picado por um animal, peçonhento ou não, a medida imediata a ser tomada é ir a um hospital. O veneno desses animais - cruzeira e jararaca-pintada -, podem levar a óbito se não for tratado corretamente”, informa. O tratamento, segundo a professora, é a aplicação de soro antiofídico e vacina antitetânica.
Ela ainda afirma que pode aparecer, na região, a coral falsa, mas essa tem hábitos subterrâneos e o contato com o homem é menor.
O chefe do Ibama ainda completa que, quando a comunidade encontrar esses animais peçonhentos deve tentar afugentá-los. “Matar esse tipo de animal pode ocasionar em algum processo contra a fauna. Outra atitude a ser tomada pode ser o contato com órgãos de segurança”, pontua.
Fonte: http://www.jornalfolhadosul.com.br/