Categoria pede cumprimento de acordo firmado em 2014
Soares apresenta valores salariais após reajuste
Grupo permaneceu concentrado na Praça Silveira Martins
Os municipários de Bagé, mais uma vez, foram às ruas. Isso após 365 dias da data em que deram início a uma greve histórica. Foi para lembrar a greve de 100 dias e o não cumprimento do acordo para o reinício das atividades que os trabalhadores realizaram uma manifestação durante todo o dia de ontem, na praça Silveira Martins. Eles penduraram contracheques e simulações sobre quanto cada nível de servidores passará a receber se o reajuste de 6,23% for aprovado – o percentual foi apresentado pelo Executivo e deve ser votado na Câmara de Vereadores, na próxima quinta-feira. O grupo lembra, ainda, do compromisso de um projeto de lei que extinguiria o piso municipal e estabeleceria salários de acordo com o nível dos servidores. A prefeitura, vale lembrar, alega que não há margem para aplicar o reescalonamento.
O presidente do Sindicato dos Municipários de Bagé, Antônio Soares, comentou sobre a iniciativa: o grupo se manteve concentrado na praça e não interrompeu o trânsito. Isso para evitar que a mobilização fosse confundida com um ato político. Soares comenta que os trabalhadores apenas querem mostrar ao Executivo o descontentamento perante o não cumprimento do acordo de fim de greve. Ponderou que apenas os municipários cumprem tal acordo, uma vez que, de seus rendimentos, são descontados valores referentes aos 100 dias de greve. Os municipários, explicou o sindicalista, querem denunciar o impasse para a comunidade – por isso qualquer ação que prejudicasse o ir e vir foi descartada, a fim de garantir e agradecer o apoio dos bageenses.
No local de concentração, os trabalhadores estavam engajados em explicar para quem passava que, com o reajuste de 6,23%, apenas alguns trabalhadores serão beneficiados. É o que argumenta o presidente do Simba: “com esse percentual, o prefeito passa a receber R$ 832 a mais e um ronda, R$ 25”. Além disso, garante que profissionais com ensino superior, como médicos, fisioterapeutas e assistentes sociais, por exemplo, receberão como reajuste apenas R$ 69. Esses argumentos também foram apresentados aos vereadores. Soares pediu aos legisladores para que o projeto não seja votado. O sindicalista finalizou ao anunciar que está prevista para o dia 1º de abril uma paralisação da categoria. A data foi escolhida por ser conhecida como o Dia da Mentira e dos Bobos.
Fonte: http://www.jornalfolhadosul.com.br/