A Lei Seca, que define medidas rigorosas para quem for flagrado dirigindo sob efeito de substância psicoativa é uma forma de tentar reduzir o número de acidentes no trânsito. Assim como a Operação Balada Segura, implantada em junho deste ano, em Bagé.
Acontece que, para tentar fugir da fiscalização e das penalidades geradas pela infração da lei, em cidades onde é implantada a operação, moradores acabam utilizando as redes sociais como o Whatsapp e o Facebook para trocar informações sobre onde estão sendo realizadas as fiscalizações.
Conforme o coordenador da operação em Bagé, Leonardo Marinho, repassar este tipo de informação incorre em crime contra o serviço público. Além disso, há casos em que os integrantes ofendem ou desqualificam o trabalho dos agentes. Marinho afirma que tanto os integrantes da operação como agentes da polícia têm conhecimento dos grupos formados em redes sociais com esta finalidade. "Temos o material impresso e fotos deste tipo de caso", alerta.
Mesmo assim, Marinho afirma que nenhum boletim de ocorrência foi registrado. "Pensamos que pode haver o lado bom, porque quando alguém sabe que está acontecendo uma blitz acaba não saindo para dirigir", afirma. Além disso, ele explica que a criação de páginas no Facebook não é um ato criminoso, e que as pessoas podem utilizar o espaço para debater sobre a operação. "Podem criar ou falar sobre a Operação Balada Segura. O que não pode ser feito é desqualificar o serviço. Houve casos em que os agentes foram chamados de máfia da multa", relata.
Mesmo que nenhum registro tenha sido realizado, o coordenador garante que os integrantes continuarão acompanhando as publicações e que, futuramente, os responsáveis podem ser responsabilizados judicialmente.
Até agora, segundo ele, em um dos grupos do Whatsapp há cerca de 400 integrantes. No facebook, há um grupo com a seguinte descrição: "Grupo para alertarmos uns aos outros locais e horas exatas de blitz da balada segura, para que possamos chegar em casa com o nosso divino gole sem ser preso e sem ter o carro apreendido", este possui 312 membros.
Marinho afirma também que as blitz passarão a ser realizadas em mais de um local ao longo da noite em função dos avisos sobre as fiscalizações. "Podem avisar, mas em cerca de 10 minutos podemos organizar a blitz em um ponto diferente", avisa.
Fonte: http://www.jornalminuano.com.br