Divaldo Lara alerta que será última chance de Bagé ser contemplada
Vereador e a coordenadora geral de chamamento público, Jane Cristina
Crédito: Vítor Garcia/Especial FS
Cumprindo agendas em Brasília, o vereador Divaldo Lara (PTB) comunicou, ontem, por telefone, duas novidades a respeito da possibilidade de Bagé ser contemplada com a habilitação para receber um curso de Medicina.
Segundo ele, os ministérios de Educação e de Saúde já trabalham na formatação de um novo edital – o qual deve ser publicado em setembro – para habilitar municípios do país a receber cursos da referida graduação. “Este edital será para vagas em pós-graduação e de residência médica”, detalhou. A informação foi passada a ele pela coordenadora geral de Chamamento Público, Jane Cristina.
A outra novidade, contudo, é uma espécie de alerta: “não terão (depois deste) mais editais nos próximos anos. Então, esta é a última oportunidade de Bagé ser selecionada”.
A informação, conforme ele, faz com que o município deva se preparar para, desta vez, estar entre as cidades contempladas. “Retornarei para Bagé e marcarei uma audiência com o prefeito, para que possamos montar uma equipe que desenvolva esse projeto”, comentou. Isso para que a proposta apresentada pela gestão municipal possa atender as exigências do edital.
O petebista frisa, ainda, que a atuação local deve se concentrar, além da fase de credenciamento, na segunda etapa – a qual consiste em uma avaliação do governo federal com visitação no município. “Ambas são eliminatórias. Assim, precisamos estar preparados”, salienta.
Lara comenta que a expectativa é que Bagé, caso selecionada, oferte 50 vagas na graduação. “Mas, para isso, o hospital-escola terá de ter 100 leitos exclusivos para o curso”, aponta ao dizer que, mesmo assim, a demanda não deve ser um impeditivo. “Há o interesse do Hospital Universitário e da Santa Casa”, lembra.
Fase final
Caso Bagé obtenha êxito nas etapas de credenciamento e avaliação, a próxima – e última – fase será a seleção da instituição responsável pelo curso. Neste âmbito, destaca o vereador, será aberta uma concorrência pública na qual qualquer universidade do Brasil poderá disputar o desenvolvimento da graduação na Rainha da Fronteira.
Ele, neste sentido, diz não enxergar transtornos. “Como o aporte de recursos é muito grande, as próprias instituições procuram os municípios para apresentar propostas. Ganha a que tiver mais condições”, conclui.
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