Com previsão de início dos trabalhos para a primeira semana de setembro, a Secretaria Estadual de Segurança Pública realiza, de segunda até hoje, a capacitação de 44 alunos de 22 municípios da região do 6º Regimento de Polícia Montada e dois de Santiago, de outro regimento, que irão trabalhar na Patrulha Maria da Penha. Em Bagé, seis soldados estão participando curso.
Conforme a sargento Rosane Gielow, o curso, que tem a coordenação do capitão Maurício Homem, subcomandante do regimento, tem o objetivo de capacitar e trabalhar junto com toda a rede de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica. "A finalidade é fiscalizar e estar prestando o serviço a fim de coibirmos mais atos de agressões físicas e psicológicas. Também queremos estar prestando apoio social e inibindo a violência doméstica", relata.
A patrulha Maria da Penha compõe a Rede de Atendimento para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar implementada em parceira com a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres. Em Bagé, este é o último elo que compõe a rede. Há também a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Coordenadoria da Mulher, Sala Lilás, Centro de Referência, Mulheres da Paz, Casa Abrigo e Mulheres Mil.
O trabalho da Brigada Militar nesta patrulha, conforme explica a sargento Rosane, é na fiscalização do cumprimento das medidas protetivas de urgência, pegando as ocorrências na Deam. "As mulheres, quando registram ocorrência de violência doméstica e pedem medidas protetivas, o companheiro é afastado da casa. Agora haverá a fiscalização do cumprimento dessa medida, pois os policiais estarão ali para coibir a reincidência e a reaproximação do agressor", destaca.
Conforme a coordenadora da Coordenadoria Municipal da Mulher, Lélia Lemos de Quadros, a diminuição das agressões e dos homicídios onde existe a patrulha é significativa e importante. "Aumentam as denúncias, pois as mulheres se sentem mais acolhidas e protegidas. Antes, elas tinham que sair de casa, não achando justo deixar o agressor com toda a comodidade do lar e a vítima escondida com filhos. Hoje, esta segurança de fiscalização inibe a reincidência e mais agressões", conta Lélia.
Em Bagé, no ano de 2013, a coordenadoria recebeu 600 mulheres vítimas e até este mês já há 300 atendimentos, descreve Lélia. "Muitas delas nos procuram antes de efetuar o registro, pois ainda há muito medo de ir realizar ocorrência contra o companheiro. Com essa rede completa, teremos todos os recursos e o apoio necessário para não haver mais agressões e ameaças", finaliza.
Fonte:www.jornalfolhadosul.com.br