Na manhã de ontem, quatro pessoas comunicaram, na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA), que acreditavam estar sendo vítimas de um golpe telefônico.
Segundo os registros, alguém telefonava para um familiar, fazendo-se passar por um médico, de nome William Brandão, e então ressaltava que o paciente, internado na Unidade de Tratamento Intensivo da Santa Casa de Caridade de Bagé, estaria com um quadro grave de embolia pulmonar e que teria que ser submetido a uma cirurgia.
Para a cirurgia, esse suposto médico informava ser necessário depositar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil. Para cada familiar ele dava um valor.
O autor do possível golpe passava o número de uma conta corrente, em nome de Gislaine Aparecida Silva, e dizia que ela seria a médica responsável pela cirurgia. Os quatro familiares que registraram a fraude ressaltaram que a pessoa, ao telefone, sabia dados particulares do paciente. Nenhum deles realizou o depósito. Antes disso, entraram em contato com a Santa Casa de Caridade de Bagé, que informou não ter feito a ligação.
Hospital
A administração da Santa Casa de Caridade de Bagé enviou uma nota para o Jornal FOLHA do SUL, na tarde de ontem, ressaltando que o hospital havia sido informado sobre a atuação de bandidos.
Nesse contexto, a administração reiterou que a Santa Casa de Caridade de Bagé não entra em contato com acompanhantes e parentes de pacientes para pedir doações para custear medicamentos e/ou tratamentos não cobertos pelo SUS. Destacou, também, que seus médicos jamais cobram qualquer valor por meio de contato telefônico e depósitos bancários.
Todo e qualquer valor, quando houver necessidade de cobrança (no caso dos convênios e particulares), será acertado no setor financeiro da instituição, pessoalmente.
Fonte: http://www.jornalfolhadosul.com.br
