29/10/2014

Acusado de matar “Lacraia” vai a júri popular amanhã




Réu está respondendo em liberdade

Vítima morreu devido aos ferimentos


Acontece amanhã, no salão do júri, às 9h30min, do Fórum da Comarca de Bagé, o julgamento de Carlos Alberto dos Santos Gonçalves, 22 anos, conhecido como “Cabeludo”, acusado de matar Rodrigo Pires Franco, de 30 anos, o  “Lacraia” na noite de 13 de julho de 2013.
De acordo com a sentença de pronúncia do processo, o réu, que está em liberdade, será julgado pelo crime de homícidio triplamente qualificado, do art. 121 do Código Penal, parágrafo segundo, incisos I (motivo torpe), III (asfixia e meio cruel) e IV (recurso que dificultou a defesa da vítima).
Na primeira audiência, foram ouvidas sete testemunhas de acusação e uma de defesa. O réu, em juízo, negou ter matado a vítima. Disse que chegou a agredi-lo, pois ele teria lhe proposto fazer sexo oral, contudo, somente se defendeu das provocações dele, negando queo tivesse matado.
Testemunhas informaram diversos dados do crime, inclusive que o réu se apresentou na polícia na manhã do dia do crime.
A promotoria recolheu provas - roupas manchadas de sangue, usadas pelo acusado na madrugada do assassinato.

Crime
O assassinato ocorreu na madrugada de 13 de julho de 2013, na rua Caetano Gonçalves.
O acusado, Gonçalves, teria matado “Lacraia” por asfixia e agressões,  por motivo torpe de preconceito, homofobia. Na ocasião, o réu teria desferido inúmeros socos e pontapés, matando-o e produzindo-lhe diversos ferimentos.
De acordo com o laudo de necropsia, a morte se deu por traumatismo craniano, com hemorragia encefálica e asfixia.
Conforme o relato da Promotoria, o motivo seria que a vítima, que era homossexual, prometeu pagar a importância de R$ 20 para fazer sexo oral em “Cabeludo”. Após o ato, irritado porque “Lacraia” não lhe pagou (o que seria o motivo torpe) passou a agredi-lo com violência.
A vítima apresentava fraturas dentária, nasal e na mandíbula (que seria o meio cruel), vindo a cair. Com a vítima caída e dominada, sem condições de oferecer qualquer resistência (recurso que dificultou a defesa), o acusado teria, então, pisado em seu pescoço, asfixiando-a.

Fonte http://www.jornalfolhadosul.com.br