Delegados de todo o mundo participam do encontro que é
um precursor da conferência sobre mudança climática, a COP26.
Depois da Conferência de
Estocolmo (1972), a pauta Meio Ambiente tornou-se de grande prioridade na ONU. Fruto
disso, o Relatório de Brundtland que
possui documento intitulado Nosso Futuro Comum (Our Common Future), publicado em 1987, Coordenado pela então primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, deu origem à disseminação da ideia de desenvolvimento sustentável, conceito o qual vinha sendo concebido desde da década de 70.
Estocolmo não terminou da melhor forma, pois, os países
desenvolvidos romperam com um discurso, dito na época preservacionista, onde os
países em desenvolvimento não poderiam industrializar-se com prejuízo ao clima,
visto que, os países desenvolvidos já emitiam GEE suficientes com suas
Indústrias. Tal fato colidiu com interesses brasileiros que viviam o milagre
econômico movido pela participação das indústrias no PIB.
A ECO 92 assentou a poeira e colocou cada qual de acordo
com suas responsabilidades. Hoje, o compromisso dos países mais poluentes e
desenvolvidos continuam a refutar a ideia de diminuir suas emissões em prol da
queda da sua economia e aqueles que detém o patrimônio ambiental são cobrados
em desmedidas para equilibrar o descuido que outros tiveram.
O atual secretário da ONU de origem Portuguesa está em
cena para tentar reavivar os compromissos.
Com a crise climática já devastando vidas e rendas, os jovens
serão essenciais para impulsionar a ação global. A afirmação é do secretário-geral
da ONU (Organização das Nações Unidas) António Guterres, que falou nesta
quinta-feira (30) aos participantes do Evento Pré-COP Juvenil em Milão, Itália.
Centenas de delegados de todo o mundo participam do
encontro, que é um precursor da conferência sobre mudança climática, a COP26 da ONU, que ocorre em Glasgow, na
Escócia, em novembro.
“Os jovens
estão na vanguarda ao apresentarem soluções positivas, defendendo a justiça
climática e cobrando responsabilidades dos líderes. Precisamos de jovens em
todos os lugares para que continuem levantando suas vozes ”, disse Guterres.
O secretário-geral descreveu a emergência climática como
um “código vermelho para a humanidade”, com os mais pobres e
vulneráveis sendo os mais atingidos. “A janela de oportunidade para evitar os
piores impactos da crise climática está se fechando rapidamente. Sabemos o que
precisa ser feito e temos as ferramentas para fazer isso”
Guterres pediu
aos jovens líderes climáticos que continuem a falar “por um avanço na
construção de resiliência e garantindo que pelo menos 50% do apoio climático
seja para adaptação a fim de proteger vidas e meios de subsistência”.
Ele ainda pediu que se cobre dos países desenvolvidos um
compromisso assumido há uma década, de que forneceriam US$ 100 bilhões
anualmente em financiamento climático para os países em desenvolvimento.Enquanto isso, governos, empresas e investidores ainda
precisam reduzir suas emissões de acordo com a meta de 1,5º C do Acordo de
Paris, outra área de defesa da juventude.
A meta significa que os países devem se comprometer a
atingir as emissões líquidas de gases de efeito estufa até a metade do século, criando
planos claros para alcançá-las. Só assim será possível controlar o aumento da
temperatura média global, que pode atingir níveis catastróficos se estiver fora
de controle.
Por fim, Guterres agradeceu aos jovens por contribuíram
com ideias e soluções antes da conferência do clima da ONU. “Sua solidariedade
e exigências de ação são um exemplo poderoso”, disse ele. “Precisamos que
líderes nacionais sigam seu exemplo e garantam a ambição e os resultados de que
precisamos na COP26 e além”.
Jovens em Milão/Itália
Referência:
- ONU News
- The local IT